Uma nova visão no cenário atual das organizações

17/10/2018

Autora: Lucélia Lima

                Hoje, percebe-se empresas com processos cada vez menos burocráticos, isso deve-se ao fato da alta complexidade do atual mundo dos negócios, que hoje é mais volátil e ágil. A alta concorrência no mundo globalizado, exige das organizações processos ágeis e dinâmicos para que a tomada de decisão seja mais assertiva e busque vantagens competitivas. Na atualidade, esses temas são questão de sobrevivência.

                Gestores que almejam sucesso, entendem que no mundo corporativo existe a necessidade de termos processos bem definidos e, a identificação dos papeis de cada um, para que assumam suas responsabilidades e busquem o melhor resultado. Neste contexto, sabe-se que, empresas organizadas e com boas estruturas organizacionais são aspirantes ao sucesso, já empresas com processos rígidos, pouco flexíveis e não dispostas a assumir as mudanças, estão fadadas ao fracasso.

                Empresas muitas grandes, inchadas e com muitos níveis hierárquicos (atualmente sendo denominadas por alguns como transatlânticos), deixam de ter vantagens nesse novo mundo, as mesmas passam a ser desafiadas por startups (denominadas botes pela sua leveza e capacidade de manobra), que apesar de menores, são mais ágeis, administram melhor os riscos com recursos mais enxutos e resultados rápidos.

                As organizações muito verticalizadas, sem visão de futuro, mão de obra pouco qualificada, sem propósito bem definido, não conseguem chegar em posições de sucesso sem processos rígidos. Sendo assim, mudanças em organizações tradicionais podem, e precisam acontecer.

                Para isso, precisamos ter entregas ágeis aos clientes. No mundo das startups, utiliza-se a expressão Mínimo Produto Viável (MVP, do original Minimum Viable Product), o MVP busca acelerar o aprendizado junto aos clientes, pois podem gerar valiosos feedbacks que buscam o desenvolvimento futuro, reduzem retrabalhos e otimizam custos.

                Essa abordagem ágil tem sido chamada de Design-by-Doing, que significa, “ao invés de conceber em detalhes o que executar, executamos para poder conceber melhor”. Podemos utilizar como exemplo a Google Design Sprint, onde o Sprint é um processo de cinco dias para responder a alguma questão crítica de negócio por meio de design, prototipação e teste de ideias com clientes. A proposta é reduzir o trabalho a no máximo uma semana. O conceito visa entregar valor o mais rápido possível.

                Na nova visão de buscar por processos ágeis, o grande desafio é empoderar as pessoas, dando as mesmas flexibilidade e agilidade para que as atividades do seu dia a dia não percam a rastreabilidade e nem o controle sobre a execução de suas ações. Assim, podemos dizer que os processos caso a caso demandam de pessoas com maior nível de autonomia e qualificação.

                Não existe forma de transformar processos rígidos em processos ágeis sem o uso de tecnologias. Podemos utilizar como exemplo de processos digitais o Nubank, uma das startups brasileiras que está fazendo mais sucesso no momento. Um cartão de crédito com anuidade zero, com propósito de ajudar o cliente a controlar seus gastos, e não gastar mais, usando tecnologia para isso.

                O novo cenário nos aponta para uma mudança de atitude nas organizações pela busca por soluções que viabilizem aperfeiçoamento das experiências.

                Assim, não resta outra opção que não seja estar aberto as mudanças, ser disruptivo e buscar a melhoria contínua em nossas organizações.

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