Empresas e pessoas: nova realidade de custos e despesas

24/04/2020

Fonte: Joselaine Vezaro e Airton Martins

        Os custos e as despesas fixas, não deixando de lado os variáveis, sempre foram motivos de preocupação para as organizações em todo o Mundo. 

        A preocupação está crescendo de forma significativa neste momento pelo qual estamos passando, pois uma nova realidade nos é imposta pela pandemia do Covido-19.

        Agora, os profissionais passam a atuar em home office - "escritório em casa". Atuar em tele-trabalho era uma prática adotada por alguns profissionais e compreendida para algumas atividades, e, agora, expande-se para todas que podem ser executadas sem a presença física no local de trabalho. 

        Com o crescimento do home office, além do entendimento do novo modelo, as organizações e os profissionais terão que se adaptar a nova cultura de trabalho e da rotina diária. 

        O tele-trabalho já passa a ser desejado pelos profissionais por identificarem aspectos positivos, como, por exemplo, não ter o deslocamento para os locais de trabalho. O tempo de deslocamento pode ser utilizado para realizar algo que agregue valor. Sem falar na despesa com combustível, manutenção do veículo, vale-transporte, ... e da poluição sonora e ambiental. Deslocamento é desperdício de recursos!

        No modelo de trabalho, até então, vigente e quase exclusivo, as organizações tinham altos custos e despesas com recursos, tais como: água, energia elétrica, estações de trabalho, móveis e utensílios, café, alimentação, e até papel higiênico, dentre outros gastos relacionados com a presença física dos profissionais nas sedes das empresas. 

        Com o home office, as organizações conseguirão reduzir consideravelmente seus custos e despesas.

        Por outro lado, deve haver uma preocupação de como isso impactará no "bolso" do profissional, que passa a assumir a responsabilidade e a despesa sobre itens que não faziam parte da sua estrutura pessoal. Como por exemplo, pacote de dados e internet, tanto na disponibilidade como no incremento de valor na sua fatura. Haverá algum reembolso pela empresa? Haverá apoio de infraestrutura? Como poderia ser essa transferência e compartilhamento de responsabilidades? 

       A realidade já mudou! O jornal Valor Econômico, na sua edição de 23/04/20, divulgou pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral com 375 empresas brasileiras, que mostra que as companhias irão incorporar home office parcial ou integral após a crise provocada pela pandemia. Mais de 70% das empresas de todos os setores da economia esperam que as novas práticas permaneçam. Na indústria, essa percepção alcança quase 80% das companhias e em serviços 89%. O comércio é o setor que menos espera a permanência da mudança.

        Enfim, temos a certeza de que os componentes dos custos e das despesas de uma organização já não deverão mais ser calculados considerando a região limítrofe da sua sede. 

        Será que a matriz de custos e de despesas das empresas está olhando para isso? Já há um novo modelo sendo pensado? Se o home office será incorporado, como equalizar essa responsabilidade?

        

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